O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou, neste sábado 30, o reforço no policiamento em torno da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após informações da Polícia Penal do Distrito Federal indicarem a presença de “pontos cegos” em sua casa que poderiam prejudicar o funcionamento da tornozeleira eletrônica que ele usa.

Em um relatório datado de 27 de agosto, a Secretaria de Administração Penitenciária do DF (Seape) informou que a residência de Bolsonaro tem imóveis contíguos nas laterais e fundos, o que cria áreas com interferências no sinal da tornozeleira. Segundo a Polícia Penal, essas limitações podem causar interrupções no funcionamento do equipamento, tanto de forma intencional quanto não intencional.

O documento também detalha diversos fatores que podem afetar o sinal da tornozeleira, como a presença de bloqueadores de sinal, subsolos, zonas rurais ou áreas sem cobertura de antenas de telefonia, e até mesmo a prática de “envelopamento” com materiais como papel alumínio. A Seape ainda aponta que o equipamento pode falhar se for submerso em água ou estiver em locais com interferência eletromagnética.

Com base nestas informações e em um pedido da Polícia Federal, que alertou para um possível risco de fuga, Moraes determinou o aumento da vigilância na residência de Bolsonaro. Além disso, a fiscalização de veículos que saírem da casa foi intensificada, com a exigência de relatórios diários sobre as ações de vigilância, que devem ser enviados ao STF.

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