Inovação científica desenvolvida por pesquisadores brasileiros propõe método mais eficiente para recuperar e reutilizar óleo residual | Foto: Cícero Oliveira – Agecom/UFRN

 

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) desenvolveram um método para recuperar óleo residual presente em cascalhos de perfuração à base de olefina, transformando um passivo ambiental em recurso reutilizável.

 

O processo, denominado Método de Recuperação de Óleo Residual a partir de Resíduos de Perfuração à Base de Olefina, utiliza um sistema físico-químico integrado para separar a fase oleosa dos resíduos gerados na perfuração de poços.

 

A tecnologia combina tensoativos não iônicos etoxilados, aquecimento controlado e centrifugação, promovendo a desestabilização das emulsões e permitindo a separação eficiente do óleo.

 

Segundo o pesquisador Alcides de Oliveira Wanderley Neto, o método surge como alternativa técnica, economicamente viável e ambientalmente mais segura para o tratamento desses resíduos.

 

Os testes indicam alta eficiência na separação da fase oleosa, superando métodos convencionais. Outro diferencial é a simplicidade operacional, já que o processo pode ser realizado com agitação mecânica comum, sem צורך de equipamentos complexos ou insumos de alto custo.

 

A pesquisadora Aeryslânnia Moreira da Nóbrega destaca ainda que a tecnologia dispensa o uso de solventes tóxicos ou inflamáveis, reduzindo riscos operacionais e impactos ambientais.

 

A aplicação é voltada principalmente ao setor de petróleo e gás, podendo ser utilizada em plataformas offshore, instalações terrestres e Unidades de Tratamento de Resíduos Industriais (UTRIs), com potencial para recuperar óleo de alto valor agregado e reduzir o volume de descarte.

 

De acordo com o pesquisador Murilo Miguel Alencar Guerra, o método também apresenta impacto econômico ao transformar resíduos em insumos reaproveitáveis na cadeia produtiva.

 

Atualmente, a tecnologia está em fase de prova de conceito em escala laboratorial, com validação em ensaios controlados que definiram condições ideais de operação.

 

Como próximos passos, o grupo pretende otimizar e ampliar a escala do processo, avaliando sua aplicação em condições industriais. A expectativa é que a tecnologia contribua para práticas mais sustentáveis na gestão de resíduos da indústria petrolífera.

 

 

Tribuna do Norte

 

 

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