Na maioria dos casos, o relacionamento com a sogra nem sempre é dos melhores. Por mais que haja respeito, é comum que surjam diferenças de opinião, valores ou formas de se relacionar — e, em alguns casos, até uma antipatia velada. Mesmo quando o namoro ou casamento vai muito bem, esse elo familiar pode ser um ponto de tensão.

Segundo a psicóloga Rebeca Carletto, essa rejeição muitas vezes não é sobre quem você é, mas sim sobre as expectativas e histórias antigas da sogra. Diferenças de estilo de vida, dificuldade em aceitar a entrada de uma nova pessoa na família ou até ciúmes podem estar por trás dessa postura. Entender essas motivações ajuda a lidar com a situação de forma mais leve e consciente.

Uma sogra superprotetora acaba sendo um problema

Se a sua sogra dita como vocês deveriam viver a vida — onde morar, como criar os filhos ou até o que comer no jantar —, pode ser sinal de superproteção. “Quando existe dificuldade em aceitar que o filho(a) vai tomar decisões próprias, a sogra pode acabar interferindo demais. Isso tira a autonomia do casal e abre espaço para brigas”, explica Rebeca.

Essa postura, além de desgastar a relação entre sogra e nora/genro, também cria ruídos na comunicação do casal, já que um dos parceiros pode se sentir pressionado a “escolher lados” constantemente.

Ser rejeitado pela sogra pode causar problemas emocionais

Ser alvo de antipatia não é só desconfortável, também pode ser prejudicial para a saúde mental. De acordo com a psicóloga, “o impacto vai depender da frequência e intensidade dos conflitos e de como o parceiro(a) lida com eles”. Quando o diálogo é inexistente e os limites não são claros, o clima de tensão pode gerar ansiedade, tristeza, irritabilidade e até antecipação negativa dos encontros.

Essa hipervigilância prolongada não afeta apenas quem sofre a rejeição, mas também a relação do casal, que passa a viver sob estresse constante.

É importante colocar limites nessa relação

Em situações extremas, como falta de respeito, humilhação ou constrangimento, o afastamento pode ser um ato de cuidado consigo mesmo. “Quando não existe abertura para o diálogo, estabelecer limites se torna essencial. Reduzir a frequência do contato pode proteger a saúde emocional e evitar o desgaste do relacionamento”, afirma a psicóloga.

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