O mercado livre de energia, em vigor no Brasil desde o início do ano, será tema de um evento promovido pela Neoenergia Cosern na próxima quinta-feira (14), com o intuito de tirar dúvidas e esclarecer consumidores aptos a migrarem para o Ambiente de Contratação Livre (ACL). Segundo informações da Neoenergia Cosern, o evento é fechado e terá como participantes potenciais clientes mapeados pela empresa que podem migrar pro mercado livre. O Rio Grande do Norte possui 1.346 consumidores aptos a migrarem para o novo sistema, que pode oferecer redução no preço da tarifa de energia em até 35%.
O encontro vai contar com a presença da diretora comercial da Neoenergia, Rita Knop, com mais de 27 anos de carreira com experiência nos setores de energia (Neoenergia), telecomunicações grandes consultorias. Na avaliação dela o grande ganho para os consumidores passa a ser na redução da tarifa para pequenas e médias empresas. A partir de agora, todos os clientes conectados em média e alta tensão (Grupo A), com consumo em torno de 30 kW e contas a partir de R$ 5 mil, podem ingressar no novo mercado de energia. Além de escolherem o fornecedor de energia, os clientes podem negociar diversas condições comerciais.
“Estamos convidando os nossos clientes de pequenas, médias e grandes empresas para participarem desse evento porque esse ano temos uma mudança muito importante no setor de energia, que é a liberalização do mercado. Na prática é como se fosse a privatização do setor de telecomunicações lá em 1998. A partir de agora, com essas mudanças, os clientes já podem ir para o mercado livre, que significa poder escolher quem vai ser a empresa que fornecerá energia para ela”, explica.
Atualmente, o mercado brasileiro de energia é dividido em duas partes. Os consumidores cativos estão no Ambiente de Contratação Regulada (ACR), onde compram energia de concessionárias de distribuição. Nesse caso, o cliente paga somente uma fatura de energia mensal, concentrando o serviço de distribuição e a geração de energia. A outra parte é o Ambiente de Contratação Livre (ACL) no qual estão incluídos os consumidores que exercem a escolha e podem comprar a energia diretamente dos geradores ou de comercializadores. As condições são negociadas livremente em contratos bilaterais.
A diretora comercial da Neoenergia aponta que, apesar da novidade e da possibilidade de se economizar na tarifa de energia, o tema ainda é desconhecido para a maioria dos consumidores. “A maior dificuldade tem sido essa informação chegar para os clientes num conhecimento geral. Muitas empresas, desde janeiro, já poderiam estar nesse mercado, negociando seus contratos, reduzindo seus custos com energia. Imagine uma padaria, uma loja, um hotel, uma indústria, que tenha uma fatura de R$ 5 mil, já é elegível a participar desse mercado. A redução, a partir do momento que se faz o contrato, é imediata”, acrescenta Rita Knop.
Segundo informações da Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia (Abraceel) o mercado livre de energia, também chamado de Ambiente Livre de Contratação (ACL), completou oficialmente 25 anos no Brasil em 2023. Foi com a publicação da resolução 265, em 13 de agosto de 1998, da ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica), que as condições para o exercício da atividade de comercialização de energia elétrica foram estabelecidas e o mercado livre começou efetivamente a existir. Desde então, regulamentações e legislações foram feitas para ampliar o acesso dos consumidores, que começou paulatinamente dos grandes para os pequenos.
Tribuna do Norte

