A Venezuela posicionou tropas perto de sua costa caribenha e decidiu colocar as armas “nas mãos do povo” para enfrentar uma eventual incursão dos Estados Unidos no país, segundo o governo do presidente Nicolás Maduro.
Os Estados Unidos enviaram navios e aviões de guerra ao mar do Caribe sob o argumento de uma operação antidrogas. Para o governo de Maduro, trata-se de uma agressão que busca promover uma mudança de regime para se apoderar do petróleo venezuelano.
Nas últimas semanas, os militares norte-americanos executaram ataques ma região contra embarcações supostamente dedicadas ao narcotráfico, que mataram pelo menos 27 pessoas.
“De acordo com esta Constituição [da Venezuela], o monopólio das armas pertence ao Estado; o Estado decidiu que as armas do país, do Estado, estejam nas mãos do povo, para sua proteção”, afirmou o ministro do Interior, Diosdado Cabello.
“E é isso que temos feito”, acrescentou Cabello, que também é vice-presidente do partido. “Estamos em uma fase de agressão (…) de cerco”, assegurou.
Na quinta-feira (16), o governo de Maduro anunciou pelas TVs locais que estava posicionando tropas em locais estratégicos diante da aproximação dos navios norte-americanos.
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O presidente dos EUA, Donald Trump, justificou o uso do “poderio militar” americano na luta contra cartéis que ele vincula a Maduro.
O mandatário venezuelano nega as acusações e, em contrapartida, afirma que a Venezuela está sendo submetida à “ameaça militar mais letal e extravagante da história”.
Diante da presença militar americana, Maduro ordenou exercícios permanentes e convocou o alistamento militar de civis, que estão sendo instruídos no manejo de fuzis.
Na quarta-feira (15), Trump afirmou ter autorizado operações secretas da CIA em território venezuelano e disse estar estudando ataques terrestres contra cartéis do país.
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Forças militares dos Estados Unidos destruíram pelo menos quatro embarcações de supostos narcotraficantes. Caracas classificou o bombardeio dessas pequenas lanchas como “execuções extrajudiciais” e uma “sentença de morte” em alto-mar.
Na sexta-feira, a Venezuela solicitou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas que impeça os Estados Unidos de cometer um “crime internacional”. Segundo Caracas, o governo Trump busca “fabricar um conflito” para justificar uma invasão.
g1

