Representantes dos Estados Unidos e da China iniciaram uma nova rodada de negociações econômicas em Madri, à medida que se intensifica a aproximação diplomática entre os dois países.

A delegação americana, liderada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, e pelo representante de Comércio, Jamieson Greer, e o grupo chinês, chefiado pelo vice-premiê He Lifeng, chegaram ao local do encontro em Madri na tarde deste domingo (14). As conversas começaram logo em seguida, segundo um funcionário do governo americano.

As discussões devem abranger temas como comércio, economia, segurança nacional, além da situação do TikTok, da ByteDance, que enfrenta um prazo nesta semana para fechar um acordo que permita a continuidade de suas operações nos EUA.

Espera-se também que os representantes estabeleçam as bases para uma possível reunião entre Donald Trump e Xi Jinping já no próximo mês, quando os líderes devem participar de uma cúpula na Coreia do Sul.

“Com apenas seis semanas restantes antes de um possível encontro entre Trump e Xi durante a cúpula da APEC na Coreia, EUA e China precisam intensificar os trabalhos se quiserem apresentar resultados concretos,” disse Wendy Cutler, vice-presidente sênior do Asia Society Policy Institute e experiente negociadora comercial dos EUA, antes das conversas em Madri.

“Dada a complexidade dos assuntos que os dois governos precisam resolver, somada à crescente confiança de Xi de que a China está em posição de vantagem, chegar a acordos concretos para uma possível cúpula Trump-Xi não será fácil”, completa Cutler.

O Ministério do Comércio da China informou que sua delegação estará na Espanha de 14 a 17 de setembro. A viagem de Bessent faz parte de um roteiro entre 12 e 18 de setembro, que inclui visitas à Espanha e ao Reino Unido, onde ele deve se reunir com seus homólogos. Trump também deve visitar o Reino Unido nesta semana.

Antes do início das negociações no domingo, a China lançou duas investigações direcionadas à indústria de semicondutores dos EUA, incluindo uma investigação antidumping sobre determinados chips analógicos fabricados por empresas americanas.

As investigações ocorreram pouco depois de os EUA adicionarem mais 23 empresas chinesas à sua lista de entidades, que impõe restrições a negócios considerados “contrários à segurança nacional ou aos interesses de política externa dos EUA.”

Folha de SP

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