
Mural anti-EUA é visto em Teerã, capital do Irã, em 11 de abril de 2026. Guerra no Oriente Médio está na sexta semana. — Foto: Majid Asgaripour/WANA via Reuters
O chanceler do Irã, Abbas Aragchi, entregou neste sábado (25) as exigências de seu país para um acordo de fim da guerra no Oriente Médio e deixou as negociações sem travar diálogo com os EUA, segundo as agências de notícias Associated Press e Reuters com base em fontes do governo paquistanês.
➡️ Representantes do Irã iniciaram tratativas indiretas neste sábado em Islamabad, no Paquistão, país que media negociações entre as duas partes. Já os EUA cancelaram o envio de negociadores após o chanceler dizer que não se reuniria com os norte-americanos.
Fontes do Paquistão ouvidas pela Reuters disseram que Aragchi entregou ao Paquistão documentos com as exigências do Irã e também com ressalvas de Teerã às propostas dos Estados Unidos. O conteúdo dos documentos não havia sido revelado até a última atualização desta reportagem.
As fontes da Associated Press afirmaram que Aragchi já deixou a capital paquistanesa.
Na sexta-feira (24), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que a nova proposta do Irã atenderia às exigências dos EUA para o fim da guerra. “Não quero dizer isso, mas estamos lidando com as pessoas que estão no comando agora”, disse ele na sexta. A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também falou de “avanços” e “progressos”.
No entanto, apesar de Trump sinalizar um consenso, ele ordenou, neste sábado, o cancelamento do envio de seus negociadores ao Paquistão, de acordo com a rede de TV norte-americana Fox News.
A Casa Branca havia informado que os enviados especiais dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, que viajariam para Islamabad neste sábado, teriam conversas diretas com Araghchi, mas o chaceler iraniano disse que só tinha planos de tratar com negociadores iranianos.
A última rodada de negociações deveria ter sido retomada na terça-feira (21), mas não ocorreu. O Irã disse que não estava pronto, e a delegação americana não deixou Washington. No mesmo dia, Trump prorrogou o cessar-fogo entre os dois países para permitir a retomada das conversas.
G1
