Há 10 anos, o cenário do futebol brasileiro perdia o lateral-esquerdo Marinho Chagas. Nascido em Natal, Rio Grande do Norte, em 1952, e tragicamente nos deixando no dia 1º de junho de 2014, o jogador conhecido como “Bruxa” deixou seu legado nos gramados ao mudar o mundo do futebol.

Sua trajetória brilhante teve início nos campos de terra batida no Alecrim, em Natal. Teve sua primeira oportunidade no Riachuelo Atlético Clube, mas logo seu talento singular chamou a atenção e ingressou no ABC, em 1969. A habilidade e a destreza de Marinho como lateral-esquerdo rapidamente o colocaram sob os holofotes do Naútico/PE, Botafogo/RJ, Fluminense/RJ e Internacional/RS, onde deixou uma marca indelével em cada camisa que vestiu.

O jeito de jogar de Marinho Chagas mudou o mundo do futebol. A Bruxa era um lateral-esquerdo diferente do costume da época. A precisão nos passes e capacidade de criar jogadas ofensivas a partir da defesa o destacaram dentro de campo, além da forma avançada como jogava, se caracterizando como um ala.

Porém, foi além-fronteiras que Marinho Chagas se tornou uma lenda global. Seu período no New York Cosmos, nos Estados Unidos, não só elevou o nível do futebol norte-americano, mas também ampliou sua própria influência além das fronteiras brasileiras. Foi lá que seu estilo de jogo único conquistou os torcedores, solidificando sua posição como um dos mais adorados jogadores da época.

Em 1973, a Bruxa jogou pela Seleção Brasileira, onde atuou em 36 partidas (24 vitórias, 9 empates, 3 derrotas) e marcou quatro gols.

Mas o legado de Marinho Chagas não se limita apenas às quatro linhas. Marinho foi homenageado diversas vezes no Rio Grande do Norte, a última delas foi uma estátua sua entre as decorações da cidade do Natal para a Copa do Mundo 2014.

Em 1º de junho de 2014, Marinho Chagas faleceu após sofrer uma hemorragia digestiva alta.

Tribuna do Norte

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