Na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), a Força Aérea Brasileira (FAB) atua em prol da segurança da navegação aérea do local da Cúpula dos Líderes, utilizando aeronaves e equipamentos antiaéreos.

Com sistemas de Comando e Controle, Armas e Detecção, as equipes do Exército Brasileiro (EB) em conjunto com a FAB, realizam o monitoramento do espaço aéreo dentro das zonas de restrição, identificando aeronaves que eventualmente descumpram as normas de segurança previstas na Circular de Informação Aeronáutica (AIC-N 46/25), publicada pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). O documento detalha procedimentos gerais e específicos a serem seguidos pelos pilotos em Comando e pelos Órgãos de Controle de Tráfego Aéreo (ATC) do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB) durante o evento.

“Os armamentos antiaéreos representam um recurso valiosíssimo do Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (SISDABRA), pois possui características que a diferem da aviação”, afirmou o Tenente-Coronel de Infantaria Douglas Gorchinsky Marques, responsável pela coordenação das atividades de defesa antiaérea em prol da COP30. O Tenente-Coronel de Infantaria Douglas explicou também que, por meio do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), sediado em Brasília (DF), a FAB tem a responsabilidade de supervisionar as operações antiaéreas em Belém.

Diferentemente dos meios aéreos, as unidades antiaéreas possuem capacidade de permanência prolongada no terreno, podendo manter-se operacionais por longos períodos, conforme a necessidade da missão. “Para o Brasil, ter a defesa aérea e antiaérea operando de forma sinérgica, sob coordenação do COMAE, torna-se valioso para a defesa aeroespacial”, completou.

Sistema RBS 70

De origem sueca, o sistema de mísseis antiaéreos RBS-70, empregado pelo EB em coordenação com o COMAE e integrado ao SISDABRA, reforça a segurança do espaço aéreo na capital paraense, durante a COP30. Trata-se de um sistema portátil capaz de abater aeronaves, drones e mísseis a distâncias de até 7 km e altura de 4 km. O equipamento é operado a partir do solo e guiado a laser até o alvo, um dos principais vetores da defesa antiaérea nacional.

Dentro da concepção da Operação COP30, militares de diversas unidades da Marinha do Brasil (MB), do EB e da FAB atuam na defesa antiaérea em Belém. “Temos dispostos no terreno, nesse momento, mísseis antiaéreos, radares, além de postos de vigilância, interoperabilizando todas as forças nessa defesa, visando contribuir para a eficiente defesa aeroespacial de responsabilidade do COMAE”, afirmou o Comandante da Defesa Antiaérea do Exército Brasileiro, General de Brigada Marcos José Martins Coelho.

Fotos: EB

FAB
Neuropsicopedagoga Janaina Fernandes