Foto: Dovulgação/Polícia Civil

 

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta sexta-feira (8), a “Operação Um5sete”, que mira associações criminosas investigadas por roubos, extorsões e receptação de objetos roubados. A ação ocorreu em cidades do Rio Grande do Norte, Minas Gerais e Paraíba.

 

Segundo a corporação, foram cumpridos mandados de prisão nas cidades de Natal, Parnamirim, Ceará-Mirim, Extremoz, João Pessoa (PB) e Uberlândia (MG). Ao todo, 23 investigados foram alvo da operação. Até o momento, 14 pessoas foram presas. Uma delas também foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.

 

As investigações apontam o envolvimento dos suspeitos em crimes como roubo qualificado, extorsão, associação criminosa e receptação.

 

Um dos casos apurados pela Polícia Civil envolve um roubo com sequestro ocorrido na Via Costeira, em Natal. Conforme a investigação, as vítimas foram interceptadas por criminosos armados que utilizaram um veículo de apoio durante a ação.

 

Ainda de acordo com a polícia, as vítimas permaneceram sob ameaça durante toda a madrugada, sendo levadas para diferentes pontos da capital. Os criminosos obrigaram as vítimas a fornecer senhas bancárias, biometria facial e digital para realização de transferências via PIX. As investigações também identificaram a participação de terceiros que disponibilizavam contas bancárias para receber os valores obtidos pelos suspeitos.

 

Outro núcleo investigado atuava em roubos contra motoristas por aplicativo em Natal. Em um dos casos, a vítima aceitou uma corrida solicitada pela plataforma e acabou rendida por três homens armados durante o trajeto.

 

Segundo a Polícia Civil, os criminosos amarraram as mãos do motorista e circularam por vários bairros da cidade mantendo a vítima sob ameaça. O grupo ainda tentou cometer um assalto em um estabelecimento comercial antes de abandonar o motorista em uma área isolada.

 

As investigações também alcançaram suspeitos de participação em arrastões a residências registrados entre 2024 e 2025. Durante as diligências, a polícia identificou pessoas responsáveis tanto pelos roubos quanto pela receptação e venda dos objetos levados das vítimas.

 

Entre os investigados está um homem suspeito de oferecer ilegalmente uma arma pertencente a um delegado da Polícia Civil do RN, vítima de um dos arrastões investigados. A corporação informou ainda que um dos alvos da operação morreu anteriormente em confronto com a Polícia Militar após fugir em um veículo roubado durante outra ação criminosa.

 

O nome da operação faz referência ao artigo 157 do Código Penal Brasileiro, que trata do crime de roubo. Segundo a Polícia Civil, a denominação simboliza o foco no combate a grupos envolvidos em crimes patrimoniais praticados com violência e grave ameaça.

 

A Polícia Civil reforçou que informações podem ser repassadas de forma anônima por meio do Disque Denúncia 181.

 

Tribuna do Norte

 

 

Neuropsicopedagoga Janaina Fernandes