Ricardo Botelho/MME

 

Cerca de 206 mil famílias em todo o país passam a ter acesso ao vale-recarga do programa Gás do Povo. Para ter acesso à recarga, o responsável familiar deve procurar umas das mais de 20 mil revendedoras em todo o país, que aderiram voluntariamente ao programa e realizar a validação eletrônica na azulzinha (maquininha de cartões) por meio do Aplicativo Meu Social – Gás do Povo; Cartão do Bolsa Família (com chip); Cartão de débito da Caixa, além de informar o CPF do Responsável Familiar na maquininha da revenda para receber código por SMS.

 

Em março, o programa passou a atender quase 15 milhões de famílias em todos os municípios do Brasil. Com a ampliação, o programa triplicou o número de beneficiários e se consolida como uma das maiores iniciativas de acesso ao cozimento limpo no mundo.

 

A política substituiu o modelo anterior de repasse em dinheiro pela entrega direta do gás, com o objetivo de aumentar a efetividade e garantir o acesso ao insumo essencial para o preparo de alimentos.

 

A meta do governo é viabilizar cerca de 65 milhões de recargas por ano. A maior parte dos lares atendidos é chefiada por mulheres. Segundo dados do programa, 92% dos beneficiários, cerca de 8,7 milhões de famílias, têm mulheres como responsáveis familiares. O dado reforça o foco da política em populações mais vulneráveis e no apoio à segurança alimentar.

 

O Gás do Povo foi implementado de forma gradual. A primeira fase, em novembro de 2025, atendeu 1 milhão de famílias em dez capitais. Em janeiro, o alcance foi ampliado para 17 capitais e, posteriormente, para todas as capitais do país.

 

Na etapa seguinte, o programa incorporou automaticamente as 4,5 milhões de famílias que recebiam o Auxílio Gás. Em março, o benefício alcança todo o território nacional, com aumento significativo no número de revendas credenciadas.

 

O programa busca enfrentar a chamada pobreza energética, garantindo acesso a uma fonte de energia mais limpa e segura. Sem o benefício, muitas famílias recorrem a alternativas como lenha e carvão, que aumentam riscos à saúde e de acidentes domésticos.

 

Tribuna do Norte

 

 

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