Os médicos do Hospital Anchieta que tiveram as senhas utilizadas pelos três técnicos de enfermagem acusados de matar pacientes na unidade foram ouvidos pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), nesta quinta-feira (22/1). O caso segue em investigação.

Os técnicos usaram as senhas para prescrever medicamentos, se passando pelos médicos, e aplicá-los nos pacientes em doses inadequadas. A Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa (CHPP), que investiga o caso, deve apurar se as senhas eram livremente compartilhadas entre as equipes ou se os técnicos em enfermagem obtiveram o acesso de forma ilegal.

Os técnicos acusados são Marcos Vinícius Silva Barbosa, 24 anos, tido como mentor dos crimes; Amanda Rodrigues de Sousa, 28; e Marcela Camilly Alves da Silva, 22. Imagens obtidas com exclusividade pelo Metrópoles mostra o trio injetando altas doses de medicamentos, além de desinfetante, nos pacientes João Clemente Pereira, 63 anos; Marcos Moreira, 33; e Miranilde Pereira da Silva, 75 anos. Os três faleceram.

Entenda o caso

  • O próprio Hospital Anchieta denunciou a ocorrência às autoridades, após observar circunstâncias atípicas relacionadas aos três pacientes supracitados. “O hospital instaurou investigação, por iniciativa própria”, afirmou a instituição em nota.
  • A primeira fase da Operação Anúbis foi deflagrada pela PCDF na manhã de 11 de janeiro.
  • Na ocasião, dois investigados foram presos temporariamente por ordem judicial. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços localizados em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas, no Entorno do DF.
  • Durante as diligências, os policiais recolheram materiais considerados relevantes para a apuração, que passaram a ser analisados pelos investigadores.
  • A polícia busca esclarecer a dinâmica das mortes, o papel de cada suspeito e se houve participação de outras pessoas.
  • As investigações tiveram um novo avanço na última quinta-feira (15/1), com a deflagração da segunda fase da Operação Anúbis.
  • Nesta etapa, a Polícia Civil cumpriu mais um mandado de prisão temporária contra uma investigada e realizou novas apreensões de dispositivos eletrônicos em Ceilândia e Samambaia.

A investigação deverá indiciar os suspeitos pelos crimes de homicídios dolosos qualificados com impossibilidade de defesa da vítima, podendo pegar de 9 a 30 anos de prisão.

Metrópoles
Neuropsicopedagoga Janaina Fernandes