O que era para ser um plantão de salvar vidas virou bate-boca digno de novela no hospital regional do Seridó.
Um médico famoso na região, conhecido pelo currículo e pela projeção local, teria sido ofendido e ridicularizado na frente de colegas enquanto tentava decidir o que fazer com um paciente baleado, em estado gravíssimo e à beira da morte.
Segundo relatos, o médico defendia cirurgia imediata, enquanto outra profissional insistia em transferir o paciente, mesmo sem condições clínicas. O clima esquentou, o diálogo acabou e o hospital virou palco de constrangimento.
Na frente de toda a equipe, teriam voado termos como “imbecil”, “ridículo” e “coitadinho”, além de ironias sobre a capacidade técnica do médico — tudo isso no meio de uma emergência médica.
O episódio, registrado oficialmente, promete dor de cabeça judicial. O caso já é um dos maiores vexames recentes da saúde local.
No entanto, fica a pergunta: hospital é lugar de salvar vidas ou de lavar roupa suja?

