“O nosso Estado exporta para os Estados Unidos diversos produtos, dentre eles, frutas, granito, produtos de origem animal e, principalmente, pescado e sal marinho. Esses dois setores, as exportações para os Estados Unidos, podem chegar a 70% do total das suas exportações. Isso pode ter um impacto devastador na geração de emprego no nosso Estado”, afirmou o secretário, em vídeo publicado nas redes sociais.
Diante do risco, Cadu Xavier defendeu que a bancada federal potiguar atue de forma unificada para proteger os interesses do RN. “É fundamental que a classe política do Rio Grande do Norte se una, principalmente, à nossa bancada federal. Deputados e senadores, aqueles que dizem defensores da classe empresarial do nosso Estado, estarem unidos para defender os empregos gerados no nosso Rio Grande do Norte”, destacou.
O secretário também defendeu que o governo brasileiro atue com firmeza para barrar a medida anunciada por Trump, considerando os impactos para a economia e a soberania do país. “Essa medida precisa ser combatida com firmeza pelo Estado brasileiro, defendendo a soberania nacional”, concluiu.
A tarifa extra de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos deve entrar em vigor em 1º de agosto. Produtos como sal e pescado, cujas exportações para os EUA representam a maior parte das vendas externas potiguares nesses setores, estão entre os mais afetados.
Anúncio de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira 9 que irá aplicar uma tarifa de 50% sobre os produtos importados do Brasil. A nova alíquota entra em vigor a partir do dia 1º de agosto.
O republicano compartilhou a notícia em carta endereçada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na sua rede social, Truth Social. No documento, Trump atribui a cobrança, além de uma relação que diz ser injusta com o país, à postura do STF (Supremo Tribunal Federal) com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
De uma leva de tarifas que o presidente dos EUA anunciou nesta semana, esta é a mais alta até o momento. “E isso é necessário para retificar as graves injustiças do atual regime”, ressaltou.
Balança comercial
As exportações de produtos do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos mais que dobraram no primeiro semestre de 2025, em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto de janeiro a junho de 2024, o Estado exportou US$ 30,5 milhões, neste ano o valor subiu para US$ 67,1 milhões. O aumento foi exatamente de 120%.
Considerando o valor atual do câmbio (R$ 5,50), isso significa que as exportações do Rio Grande do Norte para os Estados Unidos alcançaram neste ano, nos seis primeiros meses, a marca de R$ 369 milhões. No ano passado, foram R$ 167 milhões, aproximadamente.
Segundo a Fiern, os produtos mais exportados no 1º semestre deste ano do RN para os EUA foram: óleos de petróleo, peixes frescos ou refrigerados, produtos de origem animal, pedras de cantaria ou de construção e produtos de confeitaria sem cacau.
Enquanto as exportações subiram, as importações caíram 35%. Saíram de US$ 41,8 milhões (R$ 230 milhões) em 2024 para US$ 26,9 milhões (R$ 148 milhões) em 2025.
Considerando exportações e importações, a balança comercial do Rio Grande do Norte com os Estados Unidos passou de negativa para positiva em um ano. Em 2024, estava negativa em US$ 11,2 milhões. Agora em 2025, ficou positiva em US$ 40,1 milhões.
Agora RN

