Beatriz, de 15 anos, e Isabella Toassa da Silva, de 14 anos, já têm grandes feitos apesar da pouca idade. As irmãs, que são conhecidas nas redes sociais como Dupla Big Bang, possuem o maior canal de ciência para adolescentes e crianças no Brasil, repercutindo também a nível internacional por explicarem conceitos físicos e químicos através de experiências caseiras.
“Desde pequenas somos muito interessadas por assuntos científicos. Nós criamos nossas redes porque gostamos de fazer experiências e, no fundo, havia também o desejo de chegar longe. Pensamos que seria muito difícil”, relata a caçula, Isabella, em entrevista para Marie Claire.
Recentemente a perspectiva mudou. As meninas, que já são reconhecidas no Brasil pela Academia Brasileira de Jovens Cientistas (ABJC) e são embaixadoras do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), celebraram outra conquista: elas agora são duas das 100 crianças mais prodígio do mundo.
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No dia 26 de junho de 2025, em cerimônia realizada no parlamento britânico, em Londres, as jovens brasileiras receberão o prêmio na categoria “Educação” na edição deste ano do Global Child Prodigy Awards. A premiação, que elegeu as duas como prodígios mundiais, tem o propósito de atrair visibilidade e investimentos para talentos de até 15 anos.
Para Marie Claire, as irmãs refletem sobre a conquista do título e o desejo de usar a influência para levar ciência descomplicada a mais jovens: “Ficamos muito tocadas por sermos reconhecidas como prodígios e como jovens cientistas do Brasil. Mas, é ainda mais gratificante saber que nossos vídeos chegam a outras crianças e adolescentes e despertam interesse”, diz Isabella.
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Como as brasileiras chegaram ao ranking de prodígios mundiais?
A tentativa de entrar no ranking das crianças prodígio não é de hoje, já que antes da premiação, os avaliadores da GCPA fazem uma seleção minuciosa dos talentos. Além de ciência, a aptidão em artes e cultura também é contemplada durante a cerimônia.
No entanto, até a decisão final, as irmãs viveram muita ansiedade. Como contam, elas inscreveram seu projeto de educação para jovens em 2023, recebendo resposta apenas em maio de 2025: “A gente esperou por muito tempo e estávamos muito ansiosas. Então, quando recebemos a notícia, só chorávamos”, relata Isabella.
“Ainda está demorando para cair a ficha, mas minha mala já está pronta há dias [risos]. Estaremos no parlamento britânico, recebendo o prêmio diante de líderes e vencedores do Prêmio Nobel, então é algo muito forte”, avalia Beatriz.
Ao desembarcarem na Inglaterra, as jovens cientistas não querem apenas receber o prêmio, elas esperam ganhar o apoio dos grandes líderes que estarão presentes na cerimônia para amplificar seu projeto educacional: “Nunca imaginamos chegar até aqui, mas, como chegamos, queremos atingir ainda mais crianças e incentivá-las. A gente sabe que podemos ajudar muitas pessoas”, explica Isabella.
O futuro após a premiação
Muito além do prêmio global e do reconhecimento de organizações do governo, Beatriz e Isabella avaliam que não são somente os títulos que fazem com que tenham orgulho de seguirem esse objetivo com a educação. “Todo mundo pode ser cientista e não é um prêmio que define isso. Ser cientista é transformar o mundo e investigar. Porém, acho que receber esse reconhecimento foi importante para que focássemos ainda mais em produzir nosso conteúdo, ensinar e incentivar quem consome ciência através da gente”, analisa Beatriz. “Nosso foco são as crianças e os adolescentes. Na minha visão, ajudamos muito porque ensinamos ciência de um jeito diferente e que pode gerar interesse pela matéria”, completa Isabella.
Quando questionadas sobre os desafios de falar de ciência, as irmãs apontam questões de gênero e preconceito por conta da pouca idade que têm. “Por sermos meninas, é inevitável que a gente receba comentários machistas ou que nos julguem pela idade. A gente já ouviu muito que não deveríamos ter espaço na ciência porque somos mulheres e que somos ‘crianças que deviam estar brincando ou fazendo dancinha no TikTok’.”
No entanto, elas preferem focar nas respostas positivas e na missão que as levou tão longe. Para Isabella e Beatriz tudo o que importa é disseminar o conhecimento e ter suas vozes amplificadas cada vez mais: “Temos uma família que nos apoia, amigos e uma rede que leva conhecimento para diversas pessoas. É nessas coisas que a gente prefere acreditar”, conclui Isabella.
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Revista Marie Claire

